Liberdade · Igualdade · Fraternidade
Soberano Capítulo
Renascença
nº 01
Membro do Grande Capítulo Geral do Brasil
Ordens de Sabedoria do Rito Francês
Liberdade Absoluta de Consciência
Saiba mais sobre nós lendo nossa Declaração de Princípios.
Liberdade Absoluta de Consciência
Liberdade de Consciência
Por Ir:. Francisco Pinheiro *
Dizer-se livre é uma falácia. Julgar-se livre, uma ilusão.

Quando falamos em liberdade frequentemente vamos relacionar liberdade à locomoção, a exercer um direito, a trabalharmos condignamente para garantir a subexistência de nossas famílias, a sermos um membro ativo da congregação religiosa que melhor nos aprouver.

Falácias. Ilusões. Somos todos escravos. E escravos só tem um destino...

O opressor não é Estado, não é o Governo, não é o povo, não é alguém que você encontrará logo mais por ali. As criaturas capazes de tirar a nossa liberdade somos nós mesmos.

O poder centralizado não emana, ele é constituído. Nós criamos a força maior que aparentemente nos escraviza e é o inimigo. Nós humanos somos exímios construtores de barreiras que não podemos transpor. Atacar aquilo que o julgamento comum aponta como o que deve ser derrubado é atacar a própria sombra. Ele não tombará e continuará a alimentar-se daqueles que de bom grado se sacrificam. Atacá-lo por muito tempo, quando determinado a combatê-lo é ainda mais cruel, pois é frustrante, e ou nos rendemos ou nos tornamos isolados. Isolamento também não é a resposta.

Nós, Maçons, trabalhamos sob a divisa máxima da LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE. Mas nem a nossa instituição livrou-se das nossas funestas construções, as frases de liberdade que ecoam em nossas oficinas poucas vezes vão além das liberdades profanas. O discurso da igualdade, não raras ocasiões não passa de mera perfumaria, onde graus, medalhas e aventais são distintivos e marcas de poderes opressores. Fraternidade então é algo meramente material, dedicado À Glória do Supremo Ego dos Irmãos. Deixamos a muito de sermos representantes condignos do que a Maçonaria um dia foi.

Não há orgulho nessas afirmações, tampouco elas possuem endereço certo. Reconhecemos que é um cenário bastante sombrio, mas que existe e além de não poder ser negado deve ser modificado. Cremos, como instituição que a resposta que atende às necessidades de maçons do mundo inteiro é a LIBERDADE ABSOLUTA DE CONSCIÊNCIA.

É infrutífero buscarmos a Maçonaria, com o fim de aprimoramento pessoal e perdermo-nos em seu interior. É cruel não permitir que a luz que brilha em nossos templos transpasse nossas portas. Não podemos mais deixar o nosso caminho ser iluminado por estruturas artificiais. Se nos colocamos diante dessas luzes, não sabemos para onde ir, pois estamos cegos por seu brilho. Se a colocamos em nossas costas, para que nos iluminem os passos, terminaremos por gerar uma sombra a nossa frente que acabará por nos distrair. A nossa consciência deve ser o nosso referencial máximo, o guia absoluto das condutas, e deve cuidar de iluminar a si própria, respeitando os interesses e os limites da cada criatura pensante.

O indivíduo que busca a libertação total de sua consciência não é guerreiro, tampouco um monge. É um agente independente que faz o seu papel no mundo, buscando retidão e acerto em tudo aquilo que faz. Ele é um farol. O farol apenas marca um caminho, mas não é o seu fim.

Assim é o que deseja ser esse Grande Capítulo, um farol que marque o caminho daqueles que urgentemente querem se desvencilhar daquilo que não lhes serve mais, quer dentro da Maçonaria ou fora dela. Um caminho onde a liberdade de consciência, não seja nada além de ABSOLUTA.

* Vª Ordem e Grande Comandante do Soberano Capítulo Renascença (Gestão 2014)

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